DOM HELDER PESSOA CAMARA - O PROFETA DA ESPERANÇA E DO AMOR
Sete de fevereiro de 1909. Nasce em Fortaleza, Ceará, Hélder Pessoa Câmara, um menino franzino que será conhecido em todo o mundo como o Peregrino da Paz e Irmão dos Pobres. Em 1931 ordena-se sacerdote aos 22 anos de idade e, em 1952, é nomeado Bispo-auxiliar do Rio de Janeiro.
Dom Hélder articula a criação da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tornando-se secretário-geral da entidade durante 12 anos. As atividades da CNBB levam a criação da CELAM, Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano. Acredita que à Igreja não compete apenas a caridade e a orientação espiritual e que é preciso enfrentar os problemas sociais e engajar-se na luta do povo por melhores condições de vida. Sua presença no Concílio Vaticano II, despojado das veste episcopais, com a aparência frágil e a palavra forte, torna-o símbolo de uma nova igreja: A Igreja dos Pobres.
Em Paris, no ano de 1970, Dom Hélder denuncia a prática de tortura a presos políticos no Brasil. Sua coragem o transforma em personagem do mundo, um símbolo de resistência à ditadura militar. Foram 68 anos de sacerdócio a serviço dos Direitos Humanos, da Justiça e da Paz. Faleceu, aos 90 anos de idade, em 27 de agosto de 1999.
A Paróquia Nossa Senhora de Fátima pretendeu, com a exposição itinerante DOM HELDER PESSOA CAMARA - PROFETA DA ESPERANÇA E DO AMOR, contar um pouco da história do incansável Peregrino da Paz, que constantemente falava de sua alegria de ser padre e sua lúcida e serena expectativa para a Grande Viagem, no aniversário de um ano do seu encontro com o Pai.
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A exposição, que integrou a programação da Semana da Família na Paróquia de Fátima, permaneceu no Salão Paroquial da Igreja Matriz no período de 14 a 18 de agosto de 2000. Durante a Semana, para alunos(as) e professores(as) dos colégios que visitaram a exposição, foi exibido o filme As Palavras de um Profeta (depoimentos de Dom Helder abordando os temas: família, juventude e outros). Também foi organizada uma feira de livros e alguns dos vários títulos escritos por Dom Hélder podiam ser adquiridos. Cada visitante, recebeu uma lembrança com uma reflexão do Profeta do Amor sobre a família.
O layout da exposição foi um presente da paroquiana querida, a artista plástica
Liz Medeiros que, com Dom Hélder, contempla o amor!
Em setembro, a exposição permaneceu 15 dias na Paróquia Santa Joana D’arc, no bairro Mocambinho; e 15 dias na Paróquia São Francisco de Assis, no Dirceu. No mês de outubro, permaneceu todo o mês no Aeroporto de Teresina. Depois, durante 20 dias, na Biblioteca Comunitária Jorn. Carlos Castelo Branco, da Universidade Federal do Piauí. Em fevereiro de 2001, retornou à Paróquia de Fátima para a Assembléia de Pastoral. Em seguida, iniciou um “tour” pelos colégios: Instituto Dom Barreto, Diocesano, Sagrado Coração de Jesus e Notre Dame. No Centro Pastoral Paulo VI, permaneceu o mês de outubro de 2001. Esteve também no Seminário de Teologia.
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No salão paroquial de Fátima, alunos(as) de colégios públicos e particulares foram recebidos por seminaristas. O seminarista da foto é o Pe. Aerton. |
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No Centro Pastoral Paulo VI e na biblioteca do Colégio Diocesano |
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Colégio Sagrado Coração de Jesus |
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Instituto Dom Barreto |
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Colégio Notre Dame |
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A exposição integrou programação de um evento no Seminário Maior de Teologia
Sagrado Coração de Jesus, em 2001 |
RUMO AO CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE DOM HÉLDER CÂMARA
Em fevereiro de 2008, com uma missa celebrada em Recife, foram abertas as comemorações do centenário de nascimento de dom Hélder Câmara. A iniciativa de promover a comemoração do centenário é da Regional Nordeste 2 da CNBB, da Arquidiocese de Olinda e Recife, do Instituto Dom Helder Câmara e da Universidade Católica de Pernambuco. Inúmeras atividades deverão ocorrer durante o ano de 2008 até o dia 7 de fevereiro de 2009. Serão organizados seminários, exposições itinerantes e reedição de obras de Dom Hélder. Vamos reverenciar a sua memória e, principalmente, agradecer a Deus pela existência do querido Dom, o Pastor da Paz. Nele, o dom da vida se tornou um serviço ao povo de Deus. A espiritualidade, o profetismo, a capacidade de diálogo, a coragem de denunciar as injustiças sociais e a construção da cidadania eram marcas indissociáveis de Dom Helder Câmara. Sua vida precisa ser imitada por todos nós na condição de discípulos e discípulas missionárias de Jesus Cristo.