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na Ininga, aqui
Para ver os festejos na Comunidade do Sagrado Coração
de Jesus, no Alto da Graça, aqui
Para ver os festejos
na Comunidade de Nossa Senhora da Glória, no
Planalto, aqui
FESTEJOS NA MATRIZ
Festa da Padroeira
Data: 04 a 13 de outubro de 2007
Veja a programação da Festa aqui

DIA 4
- Ser Discípulo e Missionário de Jesus
Cristo é o tema geral dos Festa de Nossa
Senhora de Fátima. Como São Francisco,
o discípulo missionário de Jesus traz
na própria
vida as marcas do Senhor foi o tema da reflexão
realizada pelo Pe. Tony, presidente da
celebração, com os concelebrantes Pe.
Júlio César e o Diácono Roberto
Caminha,
que abriu o novenário.
Uma chuva de verão veio
abençoar os Festejos de Nossa Senhora de Fátima
e foi por
todos(as) recebida com alegria! O leilão e
os encontros fraternos aconteceram nos
corredores, animados pelo grupo de forró "Os
Capirotos"!

DIA 6 - O discípulo missionário
e seu encontro pessoal com Jesus Cristo, Caminho,
Verdade
e Vida foi o tema que norteou a terceira noite
da Festa da Padroeira. A celebração
foi
presidida pelo Pe. Clodomiro e concelebrada pelos
Padres Tony, Jonilson e Júlio César.
Os cantos liturgicos foram entoados pelos seminaristas
do Seminário de Filosofia Dom
Edilberto Dinkelborg. Após a celebração,
o leilão e o show de um grupo de jovens do
Planalto animaram as famílias!
Os seminaristas do Seminário de Filosofia
Dom Edilberto Dinkelborg, situado no bairro
Angelim, foram acompanhados pelos Padres Jonilson,
professor de Liturgia e
Clodomiro (na foto com o Pe. Tony), professor de Exegese
Bíblica, Grego e Cultura
Antropológica. Atualmente, o Seminário
possui 49 alunos mergulhados nos estudos
filosóficos, que antecedem os estudos teológicos
realizados no Seminário Sagrado
Coração de Jesus.



DIA 07 - O discípulo missionário
de Jesus Cristo, como Maria, vive da fé a a
pratica na
humildade foi o tema da quarta noite da Festa
da Padroeira. Após a celebração,
presidida pelo Pe. Tony e concelebrada pelo Diácono
Roberto Caminha, o alegre
momento de confraternização!

DIA 12 - Como Maria, o discípulo missionário
de Jesus acredita na família, é formador
de
pessoas e acolhedor da vida foi o tema da
nona noite da Festa da Padroeira. A
celebração foi presidida pelo Pe. Tony
e concelebrada pelo Pe. Júlio César
e o
Diácono Roberto Caminha. Atendendo apelo do
Pe. Tony, presentes para crianças
foram ofertados pelos fiéis no momento do Ofertório.


DIA 13 - A celebração que
encerrou a Festa da Padroeira foi presidida por Dom
Sérgio
da Rocha - Arcebispo Coadjutor da Arquidiocese Nossa
Senhora das Dores, às 12h.
Foram concelebrantes os Padres Bezerra (Diocese de
Picos), Toinho (Paróquia Nossa
Senhora da Vitória), Tony e Júlio César
e o Diácono Roberto Caminha. Três crianças
da
comunidade emocionaram! Interpretando os pastorinhos
Lúcia, Francisco e Jacinta,
elas narraram a história das aparições
de Nossa Senhora na Cova da Iria, situada na
freguesia de Fátima, em Portugal.



À noite, às 18h, teve
início a procissão que também
encerrou a Festa da Padroeira. Conduzidos pelo Pe.
Júlio César, os(as) participantes rezaram
o Terço e entoaram cânticos.
Maria na vida da Igreja e de cada cristão
O Concílio Vaticano II, situando-se na linha
da Tradição, projetou uma nova luz sobre
o papel da Mãe de Cristo na vida da Igreja.
A bem-aventurada Virgem Maria ... pelo dom da
maternidade divina, que a une com o seu Filho Redentor,
e ainda pelas suas graças e funções
singulares, encontra-se também intimamente
unida à Igreja: a Mãe de Deus é
a figura da Igreja... e isso, na ordem da fé,
da caridade e da perfeita união com Cristo.
Já vimos anteriormente que Maria permanece
desde o princípio com os Apóstolos,
enquanto esperam o Pentecostes, e que, sendo a "feliz
porque acreditou", de geração em
geração ela está presente no
meio da Igreja que faz a sua peregrinação
na fé, sendo para ela igualmente modelo da
esperança que não decepciona (cf. Rom
5, 5).
Maria acreditou que se cumpririam aquelas coisas
que lhe tinham sido ditas da parte do Senhor. Como
Virgem, acreditou que conceberia e daria à
luz um filho: o "Santo", ao qual corresponde
o nome de "Filho de Deus", o nome de "Jesus"
(= Deus que salva). Como serva do Senhor, permaneceu
perfeitamente fiel à pessoa e à missão
deste seu Filho. Como Mãe, pela sua fé
e obediência... gerou na terra o próprio
Filho de Deus, sem ter conhecido homem, mas por obra
e graça do Espírito Santo.
Por estes motivos "Maria ... é com razão
honrada pela Igreja com culto especial; ... já
desde os tempos mais antigos, a Santíssima
Virgem é venerada com o título de "Mãe
de Deus" e sob a sua protecção
se acolhem os fiéis, que a imploram em todos
os perigos e necessidades". Este culto é
absolutamente singular: contém em si e exprime
aquele vínculo profundo que existe entre a
Mãe de Cristo e a Igreja. Como virgem e mãe,
Maria permanece um "modelo perene" para
a Igreja. Pode, portanto, dizer-se que sobretudo sob
este aspecto, isto é, como modelo ou, melhor,
como "figura", Maria, presente no mistério
de Cristo, permanece também constantemente
presente no mistério da Igreja. Com efeito,
também a Igreja "é chamada mãe
e virgem"; e estes nomes têm profunda justificação
bíblica e teológica.
A Igreja torna-se mãe ... pela fiel recepção
da palavra de Deus. Como Maria, que foi a
primeira a acreditar, acolhendo a palavra de Deus
que lhe foi revelada na Anunciação e
a ela permanecendo fiel em todas as provações
até à Cruz, assim também a Igreja
se torna mãe quando, acolhendo com fidelidade
a palavra de Deus, pela pregação e pelo
batismo, gera para uma vida nova e imortal os filhos,
concebidos por obra do Espírito Santo e nascidos
de Deus. Esta característica "materna"
da Igreja foi expressa dum modo particularmente vívido
pelo Apóstolo das Gentes, quando escreveu:
"Meus filhinhos, por quem sofro novamente as
dores de parto, até que Cristo não se
tenha formado em vós"! (Gál 4,
19). Nestas palavras de São Paulo está
contida uma indicação interessante:
da consciência que tinha a Igreja primitiva
da função maternal, que andava ligada
ao seu serviço apostólico entre os homens.
Tal consciência permitia e constantemente permite
à Igreja encarar o mistério da sua vida
e da sua missão à luz do exemplo da
Genetriz do Filho de Deus, que é "o primogénito
entre muitos irmãos" (Rom 8, 29).
A Igreja, em certo sentido, apreende de Maria também
o que é a própria maternidade: ela reconhece
esta dimensão maternal da própria vocação,
como algo ligado essencialmente à sua natureza
sacramental, contemplando a sua santidade misteriosa,
imitando a sua caridade e cumprindo fielmente a vontade
do Pai. O fato de a Igreja ser sinal e instrumento
da íntima união com Deus tem a sua base
na maternidade que lhe é própria: porque,
vivificada pelo Espírito Santo, "gera"
filhos e filhas da família humana para uma
vida nova em Cristo. Com efeito, assim como Maria
está ao serviço do mistério da
Incarnação, também a Igreja permanece
ao serviço do mistério da adopção
como filhos mediante a graça.
Ao mesmo tempo, a exemplo de Maria, a Igreja permanece
a virgem fiel ao próprio Esposo: Também
ela é virgem, que guarda íntegra e pura
a fé jurada ao Esposo. A Igreja, de fato,
é a esposa de Cristo, como resulta das Cartas
paulinas (cf. Ef 5, 21-33; 2 Cor 11, 2) e da maneira
como São João a designa: "a Esposa
do Cordeiro" (Apoc 21, 9). Se a Igreja como esposa
"guarda a fé jurada a Cristo", esta
fidelidade, embora no ensino do Apóstolo se
tenha tornado imagem do matrimônio (cf. Ef 5,
23-33), possui também o valor de ser o tipo
da total doação a Deus no celibato "por
amor do Reino dos céus", ou seja, da virgindade
consagrada a Deus (cf. Mt 19, 11-12; 2 Cor 11, 2).
Esta virgindade precisamente, a exemplo da Virgem
de Nazaré, é fonte de uma especial fecundidade
espiritual: é fonte da maternidade no Espírito
Santo.
Mas a Igreja guarda também a fé recebida
de Cristo: a exemplo de Maria, que guardava e meditava
no seu coração (cf. Luc 2, 19. 51) tudo
o que dizia respeito ao seu divino Filho, ela está
empenhada em guardar a Palavra de Deus, apurando as
suas riquezas com discernimento e prudência,
para dar sempre da mesma, ao longo dos tempos, testemunho
fiel a todos os homens.
Existindo esta relação de exemplaridade,
a Igreja descobre-se em Maria e procura tornar-se
semelhante a ela: A imitação da
Mãe do seu Senhor e por virtude do Espírito
Santo, conserva virginalmente íntegra a fé,
sólida a esperança e sincera a caridade.
Maria está presente, portanto, no mistério
da Igreja como modelo. Mas o mistério da Igreja
consiste também em gerar os homens para uma
vida nova e imortal: é a sua maternidade no
Espírito Santo. E nisto, Maria não é
só modelo e figura da Igreja; mas é
muito mais do que isso. Com efeito, ela coopera
com amor de mãe para a regeneração
e formação" dos filhos e filhas
da mãe Igreja. A maternidade da Igreja realiza-se
não só segundo o modelo e a figura da
Mãe de Deus, mas também com a sua "cooperação".
A Igreja vai haurir copiosamente nesta cooperação
de Maria, isto é, na mediação
materna que é característica de Maria,
no sentido de que já na terra ela cooperou
na regeneração e formação
dos filhos e das filhas da Igreja, sempre como Mãe
daquele Filho" que Deus constituiu o primogénito
entre muitos irmãos.
Para isto cooperou - como ensina o Concílio
Vaticano II - com amor de mãe. Descobre-se
aqui o valor real das palavras de Jesus, na hora da
Cruz, à sua Mãe: "Mulher, eis o
teu filho", e ao discípulo: "Eis
a tua mãe" (Jo 19, 26-27). São
palavras que determinam o lugar de Maria na vida dos
discípulos de Cristo e exprimem - como já
disse - a sua nova maternidade como Mãe do
Redentor: a maternidade espiritual, que nasceu do
mais íntimo do mistério pascal do Redentor
do mundo. Trata-se de uma maternidade na ordem da
graça, porque invoca o dom do Espírito
Santo que suscita os novos filhos de Deus, remidos
pelo sacrifício de Cristo: daquele mesmo Espírito
que, conjuntamente com a Igreja, também Maria
recebeu no dia do Pentecostes.
Esta sua maternidade é particularmente advertida
e vivida pelo povo cristão no Banquete sagrado
- celebração litúrgica do mistério
da Redenção - no qual se torna presente
Cristo, no seu verdadeiro Corpo nascido da Virgem
Maria.
Com boa razão, pois, a piedade do povo cristão
vislumbrou sempre uma ligação profunda
entre a devoção à Virgem Santíssima
e o culto da Eucaristia: pode comprovar-se este fato,
na liturgia, tanto ocidental como oriental, na tradição
das Famílias religiosas, na espiritualidade
dos movimentos contemporâneos, mesmo dos movimentos
juvenis, e na pastoral dos santuários marianos.
Maria conduz os fiéis à Eucaristia.
É algo essencial à maternidade o fato
de ela envolver a pessoa. Ela determina sempre uma
relação única e irrepetível
entre duas pessoas: da mãe com o filho e do
filho com a mãe. Mesmo quando uma só
"mulher" é mãe de muitos filhos,
a sua relação pessoal com cada um deles
caracteriza a maternidade na sua própria essência.
Cada um dos filhos, de fato, é gerado de modo
único e irrepetível; e isto é
válido tanto para a mãe como para o
filho. Cada um dos filhos é circundado, de
modo único e irrepetível, daquele amor
materno em que se baseia a sua formação
e maturação em humanidade.
Pode dizer-se que "a maternidade na ordem da
graça" tem analogia com o que "na
ordem da natureza" caracteriza a união
da mãe com o filho. A luz disto, torna-se mais
compreensível o motivo pelo qual, no testamento
de Cristo no Gólgota, esta maternidade de sua
Mãe é por Ele expressa no singular,
em relação a um só homem: "Eis
o teu filho".
Pode dizer-se, ainda, que nestas mesmas palavras
está plenamente indicado o motivo da dimensão
mariana da vida dos discípulos de Cristo: não
só de São João, que naquela hora
estava aos pés da Cruz, juntamente com a Mãe
do seu Mestre, mas também de todos os demais
discípulos de Cristo e de todos os cristãos.
O Redentor confia sua Mãe ao discípulo
e, ao mesmo tempo, dá-lha como mãe.
A maternidade de Maria que se torna herança
do homem é um dom: um dom que o próprio
Cristo faz a cada homem pessoalmente. O Redentor confia
Maria a João, na medida em que confia João
a Maria. Aos pés da Cruz teve o seu início
aquela especial entrega do homem à Mãe
de Cristo, que ao longo da história da Igreja
foi posta em prática e expressa de diversas
maneiras. Quando o mesmo Apóstolo e Evangelista,
depois de ter referido as palavras dirigidas por Jesus
do alto da Cruz à Mãe e a si próprio,
acrescenta: "E, a partir daquele momento, o discípulo
levou-a para sua casa" (Jo 19, 27), esta afirmação
quer dizer, certamente, que ao discípulo foi
atribuído um papel de filho e que ele tomou
ao seu cuidado a Mãe do Mestre que amava. E
uma vez que Maria lhe foi dada pessoalmente a ele
como mãe, a afirmação indica,
embora indirectamente, tudo o que exprime a relação
íntima de um filho com a mãe. E tudo
isto pode encerrar-se na palavra "entrega".
A entrega é a resposta ao amor duma pessoa
e, em particular, ao amor da mãe.
A dimensão mariana da vida de um discípulo
de Cristo exprime-se, de modo especial, precisamente
mediante essa entrega filial em relação
à Mãe de Cristo, iniciada com o testamento
do Redentor no alto do Gólgota. Confiando-se
filialmente a Maria, o cristão, como o Apóstolo
São João, acolhe "entre as suas
coisas próprias" a Mãe de Cristo
e introdu-la em todo o espaço da própria
vida interior, isto é, no seu "eu"
humano e cristão: "levou-a para sua casa".
Assim procura entrar no âmbito de irradiação
em que se actua aquela "caridade materna",
com que a Mãe do Redentor "cuida dos irmãos
do seu Filho", para cuja regeneração
e formação ela coopera", segundo
a medida do dom própria de cada um, pelo poder
do Espírito de Cristo. Assim se vai atuando
também aquela maternidade segundo o Espírito,
que se tornou função de Maria aos pés
da Cruz e no Cenáculo.
Esta relação filial, este entregar-se
de um filho à Mãe, não só
tem o seu início em Cristo, mas pode dizer-se
que está definitivamente orientado para ele.
Pode dizer-se, ainda, que Maria continua a repetir
a todos as mesmas palavras, que disse outrora em Caná
da Galileia: "Fazei o que ele vos disser".
Com efeito, é ele, Cristo, o único Mediador
entre Deus e os homens; é ele "o caminho,
a verdade e a vida" (Jo 14, 6); e é aquele
que o Pai doou ao mundo, para que o homem "não
pereça mas tenha a vida eterna" (Jo 3,
16). A Virgem de Nazaré tornou-se a primeira
"testemunha" deste amor salvífico
do Pai e deseja também permanecer a sua humilde
serva sempre e em toda a parte. Em relação
a todos e cada um dos cristãos e a cada um
dos homens, Maria é a primeira na fé:
é "aquela que acreditou"; e, precisamente
com esta sua fé de esposa e de mãe,
ela quer atuar em favor de todos os que a ela se entregam
como filhos. E é sabido que quanto mais estes
filhos perseveram na atitude de entrega e mais progridem
nela, tanto mais Maria os aproxima das "insondáveis
riquezas de Cristo" (Ef 3, 8). E, de modo análogo,
também eles reconhecem cada vez mais em toda
a sua plenitude a dignidade do homem e o sentido definitivo
da sua vocação, porque "Cristo
... revela também plenamente o homem ao homem".
Esta dimensão mariana da vida cristã
assume um relevo particular no que respeita à
mulher e à condição feminina.
Com efeito, a feminilidade encontra-se numa relação
singular com a Mãe do Redentor, assunto que
poderá ser aprofundado num outro contexto.
Aqui desejaria somente salientar que a figura de Maria
de Nazaré projeta luz sobre a mulher enquanto
tal, pelo fato exatamente de Deus, no sublime acontecimento
da Encarnação do Filho, se ter confiado
aos bons préstimos, livres e ativos da mulher.
Pode, portanto, afirmar-se que a mulher, olhando para
Maria, nela encontrará o segredo para viver
dignamente a sua feminilidade e levar a efeito a sua
verdadeira promoção. A luz de Maria,
a Igreja lê no rosto da mulher os reflexos de
uma beleza, que é espelho dos mais elevados
sentimentos que o coração humano pode
albergar: a totalidade do dom de si por amor; a força
que é capaz de resistir aos grandes sofrimentos;
a fidelidade sem limites, a perosidade incansável
e a capacidade de conjugar a intuição
penetrante com a palavra de apoio e encorajamento.
Durante o Concílio, o Papa Paulo VI afirmou
solenemente que Maria é Mãe da Igreja,
isto é, Mãe de todo o povo cristão,
tanto dos fiéis como dos Pastores. Mais
tarde, em 1968, na Profissão de Fé conhecida
com o nome de "Credo do Povo de Deus", repetiu
essa afirmação de forma ainda mais compromissiva,
usando as palavras: Nós acreditamos que
a Santíssima Mãe de Deus, nova Eva,
Mãe da Igreja, continua no Céu a sua
função maternal em relação
aos membros de Cristo, cooperando no nascimento e
desenvolvimento da vida divina nas almas dos remidos.
O magistério do Concílio acentuou que
a verdade sobre a Virgem Santíssima, Mãe
de Cristo, constitui um subsídio eficaz para
o aprofundamento da verdade sobre a Igreja. O mesmo
Papa Paulo VI, ao tomar a palavra a propósito
da Constituição Lumen Gentium,
que acabava de ser aprovada pelo Concílio,
disse: O conhecimento da verdadeira doutrina católica
sobre a Bem-aventurada Virgem Maria constituirá
sempre uma chave para a compreensão exata do
mistério de Cristo e da Igreja. Maria
está presente na Igreja como Mãe de
Cristo e, ao mesmo tempo, como a Mãe que o
próprio Cristo, no mistério da Redenção,
deu ao homem na pessoa do Apóstolo São
João. Por isso, Maria abraça, com a
sua nova maternidade no Espírito, todos e cada
um na Igreja; e abraça também todos
e cada um mediante a Igreja. Neste sentido, Maria,
Mãe da Igreja, é também modelo
da Igreja. Esta, efetivamente - como preconiza e solicita
o Papa Paulo VI - deve ir buscar na Virgem Mãe
de Deus a forma mais autêntica da perfeita imitação
de Cristo.
Graças a este vínculo especial, que
une a Mãe de Cristo à Igreja, esclarece-se
melhor o mistério daquela "mulher"
que, desde os primeiros capítulos do Livro
do Gênesis até ao Apocalipse, acompanha
a revelação do desígnio salvífico
de Deus em relação à humanidade.
Maria, de fato, presente na Igreja como Mãe
do Redentor, participa maternalmente naquele "duro
combate contra os poderes das trevas ..., que se trava
ao longo de toda a história humana", e
em virtude desta sua identificação eclesial
com a "mulher vestida de sol" (Apoc 12,
1), pode dizer-se que "a Igreja alcançou
já na Virgem Santíssima aquela perfeição,
que faz que ela se apresente sem mancha nem ruga";
todavia, os cristãos, levantando os olhos com
fé para Maria, ao longo da sua peregrinação
na terra continuam ainda a esforçar-se
por crescer na santidade. Maria, a excelsa filha
de Sião, ajuda a todos os seus filhos - onde
quer que vivam e como quer que vivam - a encontrar
em Cristo o caminho para a casa do Pai.
Por conseguinte, a Igreja mantém, em toda
a sua vida, uma ligação com a Mãe
de Deus que abraça, no mistério salvífico,
o passado, o presente e o futuro; e venera-a como
Mãe espiritual da humanidade e Advogada na
ordem da graça.
Encíclica Redemptoris Mater - Sobre
a Bem Aventurada Virgem Maria na Vida da Igreja que
está a caminho, do Papa João Paulo II
(3ª Parte-Mediação Materna/Maria
na vida da Igreja e de cada cristão).
Para ler a íntegra da Encíclica, clicar
aqui